Na ribeira do Eufrates assentado, discorrendo me achei pela memória aquele breve bem, aquela glória, que em ti, doce Sião, tinha passado. Da causa de meus males perguntado me foi: «Como não cantas a história de teu passado bem, e da vitória que sempre de teu mal hás alcançado? Não sabes que, a quem canta, se lhe esquece o mal, inda que grave e rigoroso? Canta, pois, e não chores dessa sorte». Respondo com suspiros: «Quando crece a muita saüdade, o piadoso remédio é não cantar senão a morte».